Relembrando memórias e revelando emoções
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🔍Revelando Emoções é um jogo cooperativo em que os jogadores tentam entender como o outro sente — não como eles próprios sentiriam. A cada rodada, um jogador escolhe uma emoção e uma de suas ramificações (como Raiva → Frustração) e conecta essa emoção silenciosamente a uma das imagens do cotidiano reveladas. Os demais jogadores debatem em consenso para adivinhar qual imagem ele escolheu, apostando fichas que indicam o quanto acreditam ter entendido aquela pessoa. O jogo tem 80 fotografias do dia a dia que cada um lê de forma diferente — e é exatamente essa diferença que o jogo quer explorar.
Adquirir o jogo →Socioemocional
A pergunta que guia cada rodada não é "o que essa imagem significa para mim?", é "o que ela significa para ele?". Os jogadores precisam conscientemente sair do próprio repertório e tentar habitar a perspectiva do orador.
O orador nomeia o que sente e conecta isso a uma imagem concreta — um exercício de reconhecimento emocional. Os adivinhadores lidam com a ansiedade da incerteza e a frustração de errar. O conteúdo do jogo são as próprias emoções dos jogadores.
Todos os jogadores têm o mesmo objetivo: entender e ser entendidos. O mecanismo de consenso antes do voto obriga o grupo a construir uma resposta coletiva — não há espaço para votar isoladamente.
Errar significa descobrir que não se entendeu o outro tão bem quanto se pensava. Para crianças especialmente, o jogo cria situações concretas de lidar com a decepção e seguir jogando.
O sistema de apostas cria ciclos reais de tentativa, erro e recuperação. Perder pontos por apostar alto em uma resposta errada é uma oportunidade concreta de calibrar melhor na próxima rodada.
Linguagem e Comunicação
O orador comunica sem palavras: a imagem escolhida é toda a mensagem. O grupo interpreta essa comunicação não-verbal e depois negocia uma resposta comum. São dois exercícios de comunicação distintos a cada turno.
Nomear Frustração como distinta de Raiva, ou Admiração como distinta de Amor, é um exercício de precisão de linguagem. O jogo constrói repertório emocional de forma natural, sem que pareça um exercício.
Raciocínio Lógico e Cognitivo
As 80 imagens não têm significado fixo. A mesma fotografia pode remeter a coisas completamente diferentes para pessoas diferentes — e o jogo vive exatamente nessa polissemia.
Funções Executivas
A armadilha central para os adivinhadores é responder com o próprio repertório emocional em vez do repertório do orador. Inibir essa resposta automática é a demanda executiva mais frequente do jogo.
Revelando Emoções parte de uma premissa simples e pouco comum em jogos: o objetivo não é acertar a resposta certa, é acertar a resposta do outro. Essa inversão coloca a empatia no centro da mecânica — não como valor decorativo, mas como habilidade que determina o desempenho. Quem melhor entende como o outro sente, melhor joga.
O jogo também trabalha algo que pesquisadores chamam de vocabulário emocional: a capacidade de distinguir emoções similares com precisão. Frustração não é raiva. Nostalgia não é tristeza. Ao nomear essas nuances a cada rodada, os jogadores ampliam o repertório com que identificam e comunicam o que sentem. Garaigordobil e colaboradores, em um programa de vinte anos com crianças, documentaram que jogos cooperativos produzem desenvolvimento consistente e mensurável de competências socioemocionais — e o Revelando Emoções é um exemplo direto dessa lógica.
O sistema de apostas adiciona uma dimensão raramente vista em jogos socioemocionais: a metacognição sobre o próprio nível de entendimento. Antes de votar, cada jogador precisa perguntar a si mesmo "quanto eu realmente entendo essa pessoa?" — e colocar pontos nisso. É uma forma de tornar visível o grau de conexão dentro do grupo, e isso abre conversas que dificilmente surgiriam de outra forma.
O jogo funciona bem em grupos de 4 a 6 alunos, em rodadas de 30 minutos. É indicado para momentos de acolhimento, início de semestre ou situações em que o educador quer criar vínculos dentro da turma. Com crianças menores, vale começar com as emoções mais reconhecíveis — Alegria, Tristeza, Medo — antes de avançar para as ramificações. Com adolescentes, a dinâmica costuma gerar conversas que vão muito além da rodada.
O Revelando Emoções é útil como ferramenta de observação e de vínculo. A escolha de imagens pelo paciente revela associações que podem ser difíceis de verbalizar diretamente. O nível de aposta dos outros jogadores indica o quanto cada um acredita que conhece o outro — dado valioso em atendimentos familiares ou grupais. O jogo também cria um contexto seguro para que sentimentos apareçam de forma indireta, sem a exposição de uma pergunta direta.
Em casa, o jogo funciona como uma conversa com estrutura. As imagens do cotidiano são familiares o suficiente para que todo mundo tenha algo a dizer — e diferentes o bastante para surpreender. Pais frequentemente descobrem formas de ver o mundo que não imaginavam nos filhos. A cada rodada, alguém da família revela algo de si sem precisar falar sobre si.
Nessa faixa, o jogo apresenta e diferencia emoções que as crianças vivem mas nem sempre sabem nomear. As imagens do cotidiano são próximas o suficiente para gerar identificação imediata. Indicado para sala de aula e atendimento psicopedagógico.
Com adolescentes, o formato cooperativo e a mediação pelas imagens reduzem a exposição direta. O jogo cria um ambiente em que se pode revelar algo de si sem ser o assunto da conversa. Funciona bem em grupos de convivência, turmas escolares e atendimento grupal.
Entre adultos, o jogo funciona como dispositivo de conexão genuíno. O sistema de apostas revela o quanto cada pessoa acredita conhecer as outras — e isso, por si só, já gera reflexão. Indicado para dinâmicas de equipe, grupos terapêuticos e noites em família.
O padrão de escolhas do orador e o nível de acerto dos adivinhadores revelam informações sobre vínculos, percepções e grau de conexão dentro do grupo. Indicado para psicólogos, psicopedagogos e terapeutas familiares.
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