A marca

A Pingo no i começou como um jogo. Um baralho de letras em que as pessoas formavam palavras, criado em 1998 como ideia de lazer. Logo foi abraçado por psicopedagogos, fonoaudiólogos e educadores como ferramenta de trabalho em processos de alfabetização. A partir disso, a Pingo no i foi se especializando em atender esses profissionais e em ampliar os resultados em atendimentos através dos jogos.

Ao longo de mais de 25 anos, a Pingo no i teve uma loja de brinquedos educativos em São Paulo, esteve presente em centenas de eventos de educação, psicopedagogia e fonoaudiologia pelo Brasil, e foi construindo um projeto de oficinas que hoje percorre escolas e secretarias de educação no Brasil inteiro, tudo ancorado na convicção de que os jogos são a melhor forma de trabalhar o lúdico e, com ele, tudo que a brincadeira provoca nas pessoas.

O impacto disso já tem história. Profissionais que começaram a usar jogos nos atendimentos depois de conhecer a Pingo no i. Crianças que cresceram jogando e hoje se lembram das partidas como um dos espaços de convivência mais reais que tiveram com a família. Há quem diga que a Pingo no i foi o começo de tudo.

O jogo, quando levado a sério, deixa marca.

Pingo no i
O jogo não é a brincadeira. O jogo é o ambiente onde a brincadeira acontece. E é na brincadeira que a pessoa se manifesta, se conhece e se desenvolve.
As pessoas por trás
M. César de Oliveira

M. César de Oliveira

O que enxergou no lúdico, o futuro

César de Oliveira passou anos observando o que acontece quando alguém joga de verdade. Não o resultado da partida, mas o que acontece com a pessoa durante ela. O que aparece, o que resiste, o que cede.

Em 1998, essa observação virou um jogo. O Baralho de Letras Pingo no i nasceu como ideia de lazer e foi adotado por psicopedagogos, fonoaudiólogos e educadores como ferramenta de trabalho. O MEC o indicou como material de relevante importância didática. Não porque foi concebido para isso, mas porque quem trabalha com crianças reconheceu, no jogo, algo que os materiais convencionais não tinham.

A partir disso, César passou a entrar em escolas, secretarias de educação, bienais do livro e congressos de psicopedagogia. O que ele levava não era um produto. Era uma convicção: o jogo é uma das formas mais ricas de exercitar as capacidades humanas, e os adultos ao redor das crianças precisam saber isso para aproveitar o que o jogo tem a oferecer.

Essa convicção ele ainda carrega. E ainda leva para cada escola que visita.

Artur Homem de Mello

Artur Homem de Mello

O que aprendeu jogando

Filho de César, Artur cresceu com jogos em casa antes de entender o que eles faziam com ele. Foram o ambiente onde se desenvolveu, se socializou, construiu relações. Desde criança, acompanhava os eventos em que a Pingo no i participava e ficava ensinando as pessoas a jogar os jogos que já conhecia em casa. Aos poucos, essas visitas viraram trabalho. O trabalho virou paixão.

Ao longo dessa jornada, foi reconhecendo o impacto que os jogos tiveram na própria vida. Nas pessoas que conheceu em torno de uma mesa. Nos momentos em que se desafiou, competiu, deu o melhor de si, perdeu e ganhou. Na forma como aprendeu a lidar com o que aparece quando o jogo está valendo de verdade. Esse reconhecimento despertou a curiosidade de entender por que os jogos fazem isso nas pessoas. E foi estudando que se tornou evidente que a brincadeira é o caminho mais humano, mais estimulante e mais motivador que existe para uma pessoa se desenvolver e se socializar.

O privilégio que teve, de crescer dentro desse universo e sentir na própria vida o que o jogo faz com uma pessoa, é o que ele quer propagar. Tornando educadores multiplicadores dessa visão dentro das escolas e consultórios.