Descubra a regra secreta
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🔍Solver é um jogo de dedução em que um narrador escolhe, a cada rodada, uma regra secreta baseada nas características das cartas: cor, número e forma. No seu turno, cada jogador apresenta uma carta ao narrador, que a valida e a coloca numa das duas linhas em formação, a das cartas permitidas e a das recusadas, conforme ela cumpre ou não a regra. Só depois dessa validação o jogador decide: compra uma carta nova ou arrisca um palpite sobre a regra completa. Um palpite errado custa o turno inteiro e a compra da rodada, e vence quem acertar a regra primeiro.
Adquirir o jogo →Funções Executivas
Depois de apresentar sua carta e ver o resultado, o jogador avalia o quanto já sabe sobre a regra e decide se compra uma carta nova ou arrisca um palpite completo, calibrando o próprio nível de certeza antes de agir.
O jogador precisa manter em mente todas as cartas já reveladas nas duas linhas, permitidas e recusadas, para comparar padrões e testar hipóteses a cada nova carta apresentada.
Uma carta testada pode confirmar ou derrubar a hipótese que o jogador já tinha, exigindo que ele descarte ou ajuste a regra que estava formulando.
Escolher qual carta apresentar para testar a hipótese, em vez de uma carta qualquer, exige antecipar o que aquela escolha específica vai revelar sobre a regra.
Acompanhar o crescimento das duas linhas de cartas ao longo de várias rodadas exige atenção sustentada, sem perder o histórico do que já foi validado.
Raciocínio Lógico e Cognitivo
Formular e testar hipóteses sobre uma regra que pode combinar cor, número e forma é um exercício direto de dedução, apoiado no que cada carta validada ou recusada revela.
A regra combina atributos abstratos, como azul e número 3, que o jogador precisa manipular mentalmente sem que estejam escritos em lugar nenhum.
Habilidades Socioemocionais
Arriscar um palpite tem custo real, perder o turno e a compra de carta se errar, o que coloca o jogador diante da tensão entre confirmar mais a hipótese ou arriscar o que já suspeita.
Errar um palpite custa o turno inteiro, e o jogo pede que o jogador continue testando cartas sem desistir depois disso.
Jogos de dedução como o Solver colocam o jogador no papel de quem testa hipóteses contra evidência real, uma versão lúdica do método científico. Cada carta apresentada funciona como um experimento, confirma ou refuta parte do que o jogador já suspeitava sobre a regra, e o raciocínio precisa se ajustar ao resultado, não ao contrário. Vita-Barrull e colaboradores (2022) descrevem esse tipo de exigência, testar, observar e recalcular, como um dos processos cognitivos mais consistentes mapeados em jogos comerciais de regras combinadas.
A decisão de arriscar um palpite ou continuar testando exige metacognição: o jogador precisa avaliar o próprio nível de certeza antes de agir, não só o conteúdo da regra em si. Diamond (2013) situa essa capacidade de autoavaliação e calibração de desafio entre as funções executivas mais associadas a desempenho escolar consistente, porque é a mesma habilidade que decide quando revisar uma resposta antes de entregá-la.
Errar o palpite custa caro: o jogador perde o turno inteiro e a chance de comprar carta nova. Essa tensão entre confirmar mais e arriscar já é trabalhada como tomada de decisão afetiva, e sustenta tolerância à frustração real, porque o jogo não perdoa o palpite açodado e pede que o jogador volte a testar sem desistir.
Revezar o papel de narrador entre os alunos dá a cada um a experiência de sustentar uma regra própria. Vale pedir que quem está tentando adivinhar diga em voz alta o raciocínio a cada carta testada, transformando o palpite silencioso em discussão coletiva sobre o que já foi descartado.
Como narrador, o profissional controla a complexidade da regra secreta conforme a demanda do paciente: uma regra de atributo único treina dedução básica, e uma regra combinando dois ou três atributos exige memória de trabalho e flexibilidade cognitiva mais robustas. Essa graduação permite acompanhar a evolução da criança sem trocar o material.
Funciona bem como brincadeira de fim de semana entre pais e filhos: a cada rodada alguém vira o narrador com uma regra própria, e a família inteira participa tentando descobrir o segredo escondido nas cartas.
Regras de um único atributo dão uma entrada simples no raciocínio de testar e descartar, sem exigir combinação de critérios.
Regras com dois ou três atributos pedem memória de trabalho e flexibilidade cognitiva mais firmes, acompanhando o avanço do raciocínio lógico nessa faixa.
Com mais jogadores testando cartas, a leitura de quando arriscar um palpite fica mais estratégica, e a decisão de calar a hipótese ou revelar vira parte do jogo.
A regulagem de desafio pela complexidade da regra permite usar o mesmo material em diferentes fases de um acompanhamento, sem precisar de outro jogo.
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